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5 Dicas para a gestão de fluxo de caixa na sua empresa

Posted by Luiz Paulo Castro on 05/11/2020 14:25:00
Luiz Paulo Castro

Uma das maiores dificuldades do empreendedor brasileiro é manter uma gestão de fluxo de caixa eficiente. Será que é por falta de planejamento? Falta de organização? Falta de precisão quando se trata de números? Ou, simplesmente, acomodação quanto ao fato das coisas não funcionarem na empresa?

São muitas perguntas que devem ser levantadas antes de partir para as respostas sobre gestão de fluxo de caixa. Mas, uma coisa é certa, saber gerenciar é fundamental para o crescimento do seu negócio. 

Quando você tem em mente o que quer, como quer e como faz para chegar lá tudo se torna mais fácil. Com o fluxo de caixa não é diferente, você precisa controlar quanto precisa entrar, quanto sai todo mês, quanto você deseja investir e de quanto será a sua margem de lucro. Esses são os pontos básicos que todo empresário deve saber. 

Sobrevivência das empresas o contexto brasileiro

Seu negócio está caminhando realmente bem? Há solidez na sua gestão de fluxo de caixa? Frente a uma imprevisibilidade, você tem segurança de que conseguirá arcar com despesas de salários, fornecedores, impostos, etc? 

Mesmo sem um grande baque econômico, a taxa de mortalidade das empresas brasileiras, principalmente as micro e pequenas empresas é muito alto. É muito difícil um negócio conseguir sobreviver após o seus dois anos iniciais.

Um das causas certamente é uma má gestão de fluxo de caixa. Afinal, é ela que permite acompanhar a situação financeira do negócio. Dessa forma, o gestor que consegue avaliar diariamente seu fluxo de caixa e, ao acender um sinal vermelho, ele terá mais agilidade e maior controle da situação para contornar essa crise. 

 

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Para que você se torne esse gestor mais assertivo e perspicaz quanto a gestão de fluxo de caixa do seu negócio, elaboramos 5 dicas práticas para você chegar, na tão almejada, estabilidade financeira.  Vamos lá? 

O que você verá neste artigo:

  • O que é Fluxo de caixa?
  • O fluxo de caixa no regime de competência
  • O fluxo de caixa no regime de caixa
  • Então, qual dos dois devo escolher?
  • 5 Dicas para a gestão de fluxo de caixa

O que é fluxo de caixa?

Antes de chegarmos nas dicas é importante esclarecer o que é “fluxo de caixa”. Por definição, é a movimentação de entradas e saídas de dinheiro do caixa da empresa.

É por meio da gestão de fluxo de caixa que você consegue melhorar a saúde financeira da sua empresa. Existem duas formas distintas de fazer esse monitoramento. Veja a seguir:

O fluxo de caixa no regime de competência

Já vimos o que é o fluxo de caixa. Devemos agora entender o que é o regime de competência.

O regime de competência é indicado para aqueles que precisam de maior facilidade para observar os resultados da empresa e sua situação financeira e patrimonial.

No regime de competência, as despesas e receitas são contabilizadas no momento em que ocorreram, mesmo que o pagamento ainda não tenha sido realizado. Ou seja, no fluxo de caixa por regime de competência é levado em consideração a data do acontecimento e não da entrada do dinheiro no caixa.

Observe o exemplo: Se a empresa realiza uma venda de R$ 10 mil com pagamento em 5x de R$2.mil. O registro contábil será registro no momento em que ocorreu a venda no valor total de R$ 10 mil.

 

Fluxo de caixa

Mês 1

Mês 2

Mês 3

Mês 4

Mês 5

Venda

R$10.000,00

-

-

-

-

O fluxo de caixa no regime de caixa

Já o fluxo de caixa no regime de caixa é indicado para o gestor que necessita de uma visão mais realista e cotidiana da situação financeira do seu negócio.

Diferentemente do regime de competência, o regime de caixa leva em consideração o momento em que houve entrada e saída de dinheiro no caixa. Ou seja, não considera a data do acontecimento.

No mesmo exemplo anterior: se uma empresa realiza a venda de R$ 10 mil com pagamento em 5x de R$ 2 mil. O registro contábil será no momento das parcelas, ou seja, será lançando no fluxo de caixa na data em que ocorrem os pagamentos de R$ 2 mil.

Fluxo de caixa

Mês 1

Mês 2

Mês 3

Mês 4

Mês 5

Venda

R$2.000,00

R$2.000,00

R$2.000,00

R$2.000,00

R$2.000,00

 

Então, qual dos dois devo escolher?

Ambos. Os dois regimes possuem visões diferentes e, por isso, devem ser usados como complementares. Afinal, o uso dos dois regimes ajudam no planejamento financeiro a curto e longo prazo.

Mesmo que o regime de competência seja obrigatório, em alguns caso, isso não é impedimento para que se faça o uso de outros relatórios financeiros.

Fluxo de caixa

5 Dicas para a gestão de fluxo de caixa

Agora que você já sabe o que é e quais as possíveis formas de calcular o fluxo de caixa, veja a seguir cinco dicas práticas para melhorar a sua gestão. 

1) Previsões e projeções

Prever o futuro é algo utópico? Na verdade, não é quando se trata de finanças. 

Por meio de um planejamento financeiro sólido, é possível entender a realidade da empresa no presente e também no futuro, levando em consideração sazonalidades, projeções econômicas, etc. 

Adiar o entendimento do cenário não some com os problemas. Portanto, quanto mais cedo você souber a sua real situação, melhor para se antecipar e criar estratégias para contornar possível crises futuras. 

Coca-Cola, Unilever, Ambev, Hyundai, Nubank, entre tantas outras grandes empresas, chegaram onde estão graças ao planejamento financeiro. Então, inspire-se nelas! Controlar o fluxo de caixa hoje e fazer um planejamento financeiro garante um futuro próspero para o seu negócio.

Para isso, faça anotações sobre todo o histórico do seu fluxo de caixa para fazer comparações e projeções. Além disso, reveja através de extratos bancários, recibos e notas fiscais o que você gastou. 

Depois de entender para onde o dinheiro vai, pense no que você pode ter feito de errado ao longo desse trajeto e corrija o que for possível. O bom empresário é aquele que consegue aprender com os seus erros e transformá-los em sucesso.

Leia também: Oportunidades de mercado para aumentar o faturamento em meio a crise.

2) Seja realista na sua gestão de fluxo de caixa

A regra é muito simples: só pode sair aquilo que entrou. 

É preciso fazer um controle rigoroso das entradas e saídas e observar aquilo que possui dinâmicas diferentes. Vale lembrar que, ao fazer a provisão das entradas é importante levar em consideração variáveis que podem comprometer as suas finanças como, por exemplo, a inadimplência dos seus clientes. 

Já as saídas são previsíveis. Mensalmente você já sabe quais são as despesas recorrentes, como impostos, aluguéis, salários e fornecedores.  

Quanto a inadimplência, é essencial construir um processo de cobrança estabelecendo regras que facilitem os pagamentos. Nos casos mais extremos, recorra aos procedimentos judiciais.

3) Não tenha medo de negociar

No momento do aperto sempre bate um desespero. Nesse cenário, as primeiras alternativas buscadas pelos empresários são ou empréstimos ou antecipação de recebíveis. 

O que muitos empresários não percebem é que podem, e devem, usar uma estratégia mais fácil e com menos riscos: a negociação. Vale uma conversa franca, colocar as cartas na mesa e explicar a situação para os fornecedores. 

O que importa é a sua capacidade de honrar com seus compromissos, por isso, não tenha vergonha de negociar prazos para pagamento. Isso pode ajudar e, até mesmo, fortalecer as relações.

Leia também: Renegociação de Débitos do Simples Nacional.

4) Priorize os pagamentos com mais riscos

Se você tiver muitas contas a pagar e pouco dinheiro disponível é preciso estabelecer prioridades. Nesse caso, você deve pagar primeiro aquelas contam que podem acarretar um maior risco para o funcionamento da empresa. Afinal, adiar esse tipo de despesa podem comprometer a sua produção e gerar uma reação em cadeia desastrosa. 

Atenção: para contornar a situação, nem sempre vender mais é a saída. 

Em alguns casos, pode parecer que a raiz do problema está nas vendas baixas, logo, você deve estar pensando que buscar mecanismo para incrementá-las irá resolver o problema. Mas, nem sempre essa é a decisão mais acertada. 

Isso porque um aumento de vendas impacta também no capital de giro. Então, uma solução pode ser, na verdade, diminuir as vendas, principalmente as de maior risco de inadimplência. 

5) Organizando as contas internas

Para a gestão de fluxo de caixa entrar nos eixos também é importante olhar para dentro da empresa e começar a enxugar gastos.

Mas, é importante frisar que alguns cortes de gastos vão gerar, na realidade, mais gastos. Por exemplo, a demissão de funcionários pode acarretar custos altos. 

Então, o melhor caminho e pensar em alternativas como negociações de preços com fornecedores e, até os prazos para pagamento como falamos na terceira dica. Então, na dúvida, negocie!

Abraço do time Marbo! 💛

 

 

Topics: Contábil

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